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A Reforma Tributária vai afetar o fluxo de caixa do seu negócio

A Reforma Tributária representa para as indústrias e grandes empresas, o maior desafio de gestão financeira das últimas décadas no Brasil, dentro disso, há também um grande impacto no fluxo de caixa de cada negócio. A Reforma é regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 (PLP 68/2024) e pela Emenda Constitucional 132/2023. Embora o discurso oficial foque na simplificação, a verdade operacional é mais complexa: a transição para o modelo de IVA Dual (IBS e CBS) alterará drasticamente o timing das entradas e saídas de caixa da sua empresa.

No artigo de hoje, analisaremos os quatro pontos críticos onde a Reforma irá afetar o fluxo de caixa do seu negócio:

1. O Fim da cumulatividade e o ciclo financeiro dos créditos

Inegavelmente, sabemos que o novo sistema promete a não cumulatividade plena. Na teoria, isso é excelente: tudo o que a empresa adquire para sua atividade gera crédito imediato de IBS e CBS.

Contudo, para CEOs de indústrias, o sinal de alerta deve estar no fluxo de desembolso. Com a extinção de diversos benefícios fiscais e regimes especiais, o tributo pago na aquisição de insumos e bens de capital poderá ser maior no curto prazo.

A vantagem competitiva dependerá da velocidade com que esses créditos retornam ao caixa. A promessa é de uma “rápida devolução”, mas qualquer atraso na homologação desses créditos criará um “empossamento” de caixa que antes não existia.

2. O Impacto na Precificação e o Capital de Giro

A transição prevê uma alíquota-padrão estimada entre 25,45% e 27%. Para o setor industrial, que historicamente convive com uma carga tributária alta, mas subdividida, a unificação pode exigir uma revisão imediata na política de preços.

Se o seu preço de venda não for ajustado considerando a nova carga e a nova dinâmica de créditos, a sua margem líquida será corroída. Além disso, como o imposto passa a ser cobrado no destino, a logística e a distribuição para diferentes estados exigirão um planejamento financeiro muito mais granular para garantir que o capital de giro suporte a operação em todo o território nacional.

3. Créditos Acumulados do “Sistema Velho”

No geral, um dos maiores riscos para o fluxo de caixa reside no estoque de créditos de ICMS e PIS/Cofins que sua empresa possui hoje. A Reforma prevê prazos longos para o ressarcimento desses saldos credores acumulados.

Imagine ter milhões de reais em créditos tributários “congelados” enquanto você precisa pagar os novos tributos (IBS/CBS) em dinheiro vivo. Sem uma estratégia de recuperação de créditos e um planejamento de transição, sua empresa pode enfrentar uma crise de liquidez, mesmo sendo lucrativa.

4. Investimentos e Bens de Ativo Fixo

A boa notícia é que a Reforma prevê a desoneração imediata das exportações e dos investimentos em bens de capital. Máquinas e equipamentos gerarão créditos integrais e rápidos.

O insight estratégico aqui é o timing: Antecipar ou postergar investimentos industriais com base no calendário de transição (que começou em janeiro de 2026 com alíquotas de teste) pode significar uma economia ou um custo de milhões de reais no fluxo de caixa projetado.

A transição começa na estratégia, não na contabilidade

Afinal, a Reforma Tributária não é um problema para o seu contador resolver daqui a dois anos; é uma variável crítica para o seu planejamento estratégico agora. Agora é o momento para reestruturar processos e revisar contratos.

Na Dome Consultoria e Contabilidade, entregamos inteligência financeira! Estamos preparados para ajudar sua empresa a realizar o diagnóstico de impacto no fluxo de caixa, garantindo assim, uma transição para o novo modelo que seja um motor de crescimento, e não um dreno de liquidez.

Quer saber se a sua empresa está preparada para a nova realidade do caixa? Então realize um diagnóstico detalhado sobre os impactos da EC 132/2023 e da LC 214/2025 na sua operação conosco. Entre em contato com um de nossos consultores.

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